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Mostrando postagens de novembro, 2017

E aí, quem é você na fila do pão?

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  Já perdi a conta de quantas vezes me deparei com essa pergunta, supostamente retórica, nas redes sociais, em programas de televisão ou "memes" que para mim nunca fizeram o menor sentido. Afinal, estando ou não na fila do pão, eu continuo sendo a mesma pessoa. Só mais uma entre as outras tantas. E é aí que mora o problema do povo que gosta de postar/usar a tal expressão "quem é você na fila do pão?".   Depois de dar muitos "Googles" na tal pergunta, cheguei ao meu próprio consenso (entre meu EU consciente e as muitas opiniões da internet): "quem é você na fila do pão?" se refere a "quem é você dentre outros tantos?". Cheguei a ficar contente com essa primeira descoberta, pois diante disso, as pessoas finalmente estariam dispostas a conhecer umas às outras. Mas é claro que a ideia central dificilmente seria essa. É só prestar atenção em que ocasiões a expressão é usada, e logo se vê que não existe preocupação com o outro. Exist...

Como nossos pais...

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    Costumamos ouvir pais e mães dizendo que se matam trabalhando para dar aos filhos as oportunidades que não tiveram. É aí que me pego pensando até que ponto isso virou "lugar comum", ou melhor, quase uma auto justificativa para as rotinas absurdas de trabalho a que nos submetemos, ou por acreditamos que é nosso único meio de sustento, ou por sermos adictos das nossas carreiras profissionais. É claro que é preciso estar preparado para ter melhores chances, mas o que me intriga é que não sabemos para o que devemos prepara-los. Será que já paramos para pensar nisso ou simplesmente estamos "seguindo a boiada"?   Num mundo globalizado é preciso saber inglês. Ok, acredito fortemente que sim, pois isso amplia nosso acesso ao mundo. Mas é fundamental? Na minha opinião não. Então, se não começarmos a aprender inglês no jardim da infância, poderemos sobreviver? Acredito que sim. Mas, se não tivermos tempo para brincar ou simplesmente ficar sem...

Queria ter arriscado mais...

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  "Epitáfio" (substantivo masculino): do grego antigo, e que significa, literalmente, 'sobre o túmulo'. É um texto inscrito em lápides e placas que buscam homenagear o defunto. Normalmente é redigido em versos, mas há exceções.   Você já deve ter escutado alguma vez a música do grupo Titãs, chamada "Epitáfio". Senão, ou se não se lembra da letra, por favor, preste atenção aos versos abaixo:   "Devia ter amado mais Ter chorado mais Ter visto o sol nascer Devia ter arriscado mais E até errado mais Ter feito o que eu queria fazer...   ...Devia ter complicado menos Trabalhado menos Ter visto o sol se pôr Devia ter me importado menos Com problemas pequenos Ter morrido de amor.."   Não te parece estranho que em momento algum, a música que fala sobre os grandes arrependimentos da vida, não faça menção à experiências como: ter tido uma vida de luxos, ter dirigido os melhores carros, ter usado as mais caras joias, ter provocad...

#ALetraDasPessoas

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Dia desses, numa conversa com meu filho de doze anos, ele me contou que um de seus amigos estuda em uma escola onde o tradicional caderno praticamente foi extinto. Os alunos utilizam o tablete ou o notebook em sala de aula. Confesso que, do alto dos meus quarenta anos, fiquei pasma com a informação. Ok, sei que em algum lugares, especialmente nos EUA, a escrita cursiva (ou à mão), já foi abolida, tendo sido substituída pela digitação direta. Não que eu seja uma pessoa retrograda, ou contrária às novidades hightech, afinal até mesmo nos aplicativos de comunicação está cada vez mais comum o envio de mensagem de voz ao invés de mensagens escritas (digitadas), mas em minha mente se instalou de imediato uma preocupação: "e quando essas crianças irão usar a caligrafia?".  Comecei então a questionar a validade da minha preocupação. Será que estou operando com sistema ultrapassado? Talvez tenha sido essa a reação das pessoas quando surgiu a pr...