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Não Provoque: é cor, raça e toque!

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Tá bom, eu sei que atualmente todo mundo bate na tecla do feminismo, mas ao contrário de muita modinha que aparece por aí, esse assunto é muito sério e precisa de atenção. Nem me lembro mais como, mas me surgiu meio que do nada um livrinho, pequenininho, escrito por uma nigeriana de nome difícil e título forte que me pescou na hora: “Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto” (Chimamanda Ngozi Adichie). O livro foi feito a partir de uma carta que a autora enviou para sua comadre, cuja primeira filha acaba de nascer, em resposta ao seu pedido de orientação quanto ao criar aquela menina segundo aos preceitos do feminismo, já que Chimamanda é uma reconhecida autoridade neste assunto. Assim, a autora responde ao pedido em forma de 32 dicas, descritas no livro, de forma bastante didática e usual.     O que mais me chama atenção nesse assunto de feminismo é sempre deixar bem claro que feminismo não é o contrário de machismo (o contrário de machismo é femi...

A Cegueira Branca de Saramago

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Já comentei em diversos posts que sou uma leitora compulsiva, destas que lê mais de um livro por vez. Mas preciso confessar uma coisa: nunca li um livro de José Saramago. Ou pelo menos não me lembro de ter lido. Também não sou de assistir filmes feitos a partir de livros e me sentir satisfeita a opinar sobre a obra. Não fiz isso nem com Harry Potter! Fiquei fascinada com o bruxinho nas telas e logo tive quer ler toda coleção. Os últimos filmes nem assisti porque os livros sempre foram muito melhores. E lá se vai uma lista de livros/filmes nesta mesma condição. Mas com Saramago foi diferente. Em uma disciplina do curso de Psicologia, certa noite, a professora chegou com o filme “Ensaio sobre a Cegueira” e me deixou desconfortável (no bom sentido, se é que isso é possível) com a profundidade da mensagem. É claro que o filme é extremamente denso e preciso ser assistido com olhos de reflexão. Mas vamos tentar “aliviar” um pouco todo esse papo e tentar explicar o que eu quis dizer até aqu...

Te Desejo Reciprocidade

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Final de ano, época de festas, de troca de presentes, de planejar o ano que se aproxima... Essa é a parte do ano que costuma provocar sentimentos de alegria ou tristeza na maioria das pessoas, sem muito meio termo. Talvez por ser, por si só, uma época muito marcante (Natal, fim de ano, fim das aulas, férias) as situações que ocorram nesse período, sejam elas felizes ou trágicas, podem deixar marcas que talvez nem o tempo apague. Então, quando vem se aproximando o HOHOHO do "bom velhinho", enquanto em algumas pessoas é despertado o HAHAHA, em outras o peito começa a apertar e a cabeça a lamentar "tudo isso outra vez!". O caso é que independente de como eu ou você nos sintamos nessa época, sempre vão existir os desejos, que traduzindo para uma boa "psicanálise de boteco" seriam as punções, as vontade, as angústias... ou melhor ainda, o que não aconteceu ou não se resolveu até agora, mas que eu quero que se resolva no ano que se aproxima. Mas cuidado, ...

Sobre criar porcos e outros bichos mais...

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Estive lendo um pouco sobre criação de porcos, assim como criação de gatos, cachorros ou qualquer outro animal de estimação, não tem grandes mistérios. As divergências ficam por parte da área necessária, da alimentação adequada, dos cuidados específicos, mas no fundo é um ser que precisa de cuidado e atenção, assim como nós. Pois bem, aí você deve estar se perguntando se eu pretendo criar um porco, ou talvez mais de um quem sabe? Na verdade não. Estou muito feliz com meus três cachorros. Mas então porque esse papo de criação de porcos? Simples: No próximo ano entro na minha quarta década de vida e estou absolutamente cansada de criar expectativas, seja lá sobre qual aspecto for. E nessa época do ano o que mais se ouve é “quais são suas expectativas para o próximo ano?”. A única coisa que eu tenho certeza é que eu não quero mais criar expectativas, portanto, prefiro criar porcos, gatos, “pôneis malditos” (lá, lá, lá, lá, lá, lá), mas expectativas NÃO!!! O único problema é que ...

Hora de Agradecer #Gratidão

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“Isso vai passar.” Assim dizia a mensagem guardada embaixo da pedra do anel do rei, no conto “O Segredo do Anel” (escrevi sobre ele no post de 25 de julho de 2016, corre lá e dá uma olhadinha). Caso você não tenha lido, ou não lembre, ou não queira procurar, vou resumir a mensagem principal do conto: estando a gente passando pelo pior ou melhor momento das nossas vidas, devemos sempre estar cientes de que eles são passageiros. Portanto, devemos adequá-los à sua finitude. É claro que acreditamos que a vida perfeita seria composta de uma felicidade sem fim, onde a tristeza nunca chegasse. O que seria impossível, até porque para sabermos o quanto somos felizes precisamos do contraponto da infelicidade. Mas é claro que ninguém quer a tristeza. E quem foi que disse que a vida quer saber o que a gente quer ou deixa de querer? A vida segue o seu fluxo. E qual é o seu fluxo? Ah bom, esse sim tem responsabilidade nossa. Se plantarmos sementes de melancia, não adianta rezar, meditar, fazer...

Enquanto Houver Chão, Aproveite a Caminhada

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Não sou nem me considero velha, mas vivo falando como se fosse. Meio em tom de brincadeira, mas confesso que isso me deixa à vontade para opinar, ou como popularmente se diz, meter minha colher, em um monte de assuntos. Uma das coisas que mais me deixa encantada é a inutilidade dos conselhos. Pra quem dá, porque fica com fama de metido e para quem recebe, porque entra por um ouvido e sai pelo outro. Afinal, já dizia minha vó: "Se conselho fosse bom, não se dava, vendia".     De certa forma isso é bom, afinal já pensou se os jovens acreditassem em tudo que os mais velhos dissessem e não se aventurassem em nada? No mínimo isso seria uma chatice!!    Por isso procuro não dar conselhos, mas sim exemplos. Falar é fácil, mas fazer... Nos últimos tempos me dediquei a estudar psicologia, coaching, desenvolvimento pessoal...e o que aprendi só reforça o que eu acredito: pessoas são diferentes umas das outras e portanto não existe fórmula. O caminhante constrói o caminho ao cam...

Rótulos: tô fora

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"Era uma vez, uma pata que botou vários ovos. Todos eles eram muito bonitinhos, mais só um ovo era meio feio. Quando todos os patinhos nasceram, esse patinho dono daquele ovo feio não queria nascer. Ele demorou muito, mas quando ele saiu do ovo, mamãe pata levou muito susto quando viu que ele era mais feio, maior e mais desengonçado que os outros patinhos. Então, seus irmãos o apelidaram de patinho feio. Ele sempre ficava pra trás, quando ia nadar ele era o último, passear sempre ficou por último. Com isso, ele se sentia descriminado por sua própria família. Até que sua mãe foi pra uma fazenda, onde eles ficaram morando. Lá tinha vários animais, que quando passavam perto do patinho chingavam ele. O patinho era muito infeliz. Quando ele cresceu, e ficou jovem, resolveu fugir de casa. Em uma noite, pegou suas roupas arrumou suas trouxinhas e foi embora pra nunca mais voltar naquele lugar onde ele era tão humilhado e mal-tratado. Ele chegou perto de um lago onde tinha vários cisneis,...